quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Depois do Carnaval

 Oi, tudo bem?

É, a vida começa depois do carnaval. Pelo menos, aqui no Brasil. Pelo menos, para mim.

Comecei o ano de 2024 só no calendário. Daquela minha wishlist, falhei miseravelmente já no primeiro mês. 

Não bloguei e nem visitei os amigos porque estava sem assunto. 

Sigo irritadíssima no trabalho com os absurdos que acontecem lá: minha gerente veio contar, depois de um mês da fofoca rolando nos setores, que um de nossos colegas pediu a conta e será feito acordo. A pessoa ainda vai cumprir mais um mês na empresa antes de ir embora e já está causando, como se fosse a última bolacha do pacote. E sempre foi uma pessoa que tive em alta conta, mas percebi que a recíproca não era verdadeira. Ah, e também teve mais um episódio dela trabalhando com covid, sem máscara, em um ambiente fechado. Mas, dessa vez, uma pessoa pegou dela e nem assim ela percebeu o que fez.

Temos uma outra pessoa trabalhando no setor e que parece ser "tão inocente" que é demais para ser verdade. Sabe a pessoa que deturpa a fala a seu favor? É essa. E tivemos uma nova reclamação (injusta diga de passagem e cheia de ódio) que, graças a provisão Divina, não chegou na mão da nossa gerente. Até porque nem parece que ela fica na mesma sala o dia todo: nunca nos defende de nada.

Mal consegui treinar por conta de outro tombo que tive. Fiz fisioterapia e estou me recuperando aos poucos. O garoto, que me aparece com um exame de diabetes, finalmente entrou na dieta e eu por tabela, já emagreci 2 quilos mesmo sem treinar quase nada.

Não estou me arrumando, não estou estudando e só li dois mini livros até agora. Minha pilha da vergonha só cresce hahaha

Spoiler: meu aniversário está chegando e já ganhei 4 livros de presente! hahaha

Consegui poupar uma graninha, mas não sai com amigos ou marido e muito menos com a vira lata. Não vi 1 filme por mês - na verdade, vi 3 de uma vez em um final de semana que o app da Apple estava com sinal aberto e depois emendei em séries.

A última meta concluída com sucesso até agora foi começar algum trabalho pessoal na área espiritual: descobri a plataforma Atados que reune oportunidades de voluntariado online e me inscrevi em uma vaga para escrever cartas manuais para idosos, cuidadores e pessoas em situação de vulnerabilidade ou cuidados paliativos. Já mandei minha primeira cartinha e espero ansiosa pelo retorno.

Ah, e na próxima sexta, completo mais uma primavera!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Livros 2024

 Oi tudo bem?

Em 2024, consegui retomar meu hábito de leitura quase ao ritmo "normal" de antes... Eu tinha o hábito de ler, em média, 2 livros por mês há muuuito tempo atrás. E, aos poucos, estou retomando esse bom hábito.

Segue a lista - os que tiverem para vender na Amazon, vou colocar com link:

1. As Margens do Rio Jahu

Uma curadoria da equipe da Secretaria da Cultura da cidade, vários autores trabalharam para reunir histórias de pessoas à margem da sociedade, que fizeram a história da cidade mas que foram esquecidos ou apagados com o tempo e com a versão "oficial" da história. Muito legal!

Infelizmente, o exemplar não está a venda e foi distribuido apenas para escolas da região.


Neste livro, Ronaldo Lidório nos convida a enxergar a Igreja pelos olhos da fé e ressalta que ela é o reflexo direto de Jesus Cristo. Dividido em três partes, traz posicionamentos teológicos sobre a natureza e propósito da Igreja, um itinerário de autoavaliação com sete áreas cruciais para o fortalecimento espiritual, e termina apresentando um modelo bíblico para entender os desafios enfrentados pela Igreja atualmente. Obra ideal para líderes, pastores e estudiosos.


Quando meninas, as irmãs Cibi, Magda e Livia fizeram uma promessa ao pai: sempre estariam juntas, não importa o que acontecesse a elas.

Anos depois, com apenas 15 anos, Livia é enviada a Auschwitz pelos nazistas. Cibi, 19 anos, decide cumprir a promessa e vai com Livia, determinada a proteger a irmã ou a morrer com ela. Magda, 17, escapa da captura por um tempo, mas eventualmente também é transportada para o terrível campo de extermínio.

Reunidas, as três irmãs decidem fazer mais uma promessa: a de sobreviver. Sua luta pela vida as levará do inferno de Auschwitz-Birkenau a uma marcha da morte pela Europa devastada pela guerra e eventualmente para casa, na Eslováquia, agora sob as mãos fortes e repressoras de um governo comunista.

Determinadas a começar de novo, as três irmãs embarcam então em uma viagem de redenção, em busca de uma nova vida na recém-criada pátria dos judeus: Israel.


É o ultimo volume da coleção da autora que conta também com A viagem de Cilka (meu favorito) e O Tatuador de Auschwitz (que tem minissérie completa no Globoplay para quem quiser ver)


Dra Ana Beatriz Barbosa fala sobre os transtornos causados pelo medo e a ansiedade, e como esses sentimentos podem tomar conta da vida das pessoas, transformando seu cotidiano. Em Mentes Ansiosas, Barbosa faz uso de sua experiencia clinica para explicar o que acontece quando a ansiedade e o medo extrapolam os limites da normalidade e como e possivel superar os disturbios que eles provocam. O livro oferece explicacoes claras e ferramentas eficazes para a compreensao das origens da ansiedade e do medo e o enfrentamento do que pode vir a ser o grande inimigo: as preocupacoes incessantes que teimam em assolar a mente humana.

Parte do meu tratamento de TAG, me habituei a pesquisar sobre livros, estudos, podcasts.... qualquer coisa além da dupla remédio/terapia que me ajude a sair dessa.

história de Pedro, que, após a morte do pai, sai em busca de resgatar o passado da família e refazer os caminhos paternos. Com uma narrativa sensível e por vezes brutal, Jeferson Tenório traz à superfície um país marcado pelo racismo e por um sistema educacional falido, e um denso relato sobre as relações entre pais e filhos.
O que está em jogo é a vida de um homem abalado pelas inevitáveis fraturas existenciais da sua condição de negro em um país racista, um processo de dor, de acerto de contas, mas também de redenção, superação e liberdade. Com habilidade incomum para conceber e estruturar personagens e de lidar com as complexidades e pequenas tragédias das relações familiares, Jeferson Tenório se consolida como uma das vozes mais potentes e estilisticamente corajosas da literatura brasileira contemporânea.

Livro difícil de ler, que foi hypado por conta de algumas polêmicas por aí, mas que é muito necessário principalmente para quem é "a maioria" branca e privilegiada do pais.


Após concluir a faculdade, Lauren Fern Watt levou consigo sua melhor amiga, uma mastim inglesa de 75kg chamada Gizelle. Gizelle acompanhou Lauren naquele nova aventura: morar em seu primeiro (e minúsculo) apartamento na Times Square.

Juntas, as duas passaram por todo tipo de experiência: os relacionamentos de Lauren, o primeiro emprego e os altos e baixos de se tornar uma adulta na cidade grande. Gizelle não era só um bichinho de estimação, ela era uma colega de quarto, irmã, confidente, companheira e muito mais.

Mas, quando Gizelle ficou doente, Lauren percebeu que sua melhor amiga não era eterna e criou uma lista com todas as aventuras que gostaria de viver durante o tempo que ainda tinham juntas. Comer o melhor donut do mundo, passear numa praia no inverno, observar as pessoas em um parque em Nova York e fazer uma viagem de carro eram algumas das metas.

Minha vida com uma amiga de quatro patas é a adorável história do amadurecimento de Lauren. É também uma demonstração poderosa de como nossos animais de estimação nos inspiram a viver, amar e valorizar os pequenos prazeres da vida.

Achei um livro ok, não é exatamente o tipo de livro de cachorro que eu gosto mas valeu a leitura. 


Richard Gold havia planejado tudo nos mínimos detalhes. Nada poderia dar errado. Aquele era o dia em que tiraria a própria vida. A corda já estava em seu pescoço quando um gato se senta em frente a uma janela observando-o com interesse ― isso desvia totalmente sua atenção e muda o curso dos acontecimentos. Gold não contava que a partir daquele encontro iria ganhar um novo colega de apartamento chamado Frankie, um gato magro de queixo branco. Frankie não contribui com o aluguel, e os seus interesses se resumem a uma TV gigante, uma cama macia e comida na hora certa. Além disso, mantém o homem acordado a noite toda e explora impiedosamente seus sentimentos, em uma franca conversa entre humano e gato, sobre coisas como amor, confiança e felicidade. Então, uma amizade entre dois estranhos tem início. E, no momento mais delicado de sua vida, Gold percebe que é de um amigo que precisava mais do que qualquer coisa. Neste livro singular, o humor surge da tragédia, enquanto um gato explora o mundo dos humanos e tenta ajudar o companheiro inusitado a encontrar o sentido da vida.

Literatura alemã de qualidade, com uma história muito original e super tocante principalmente para quem ama gatos.


Em “Casal imperfeito”, a autora parte da sua experiência no casamento para discutir os meandros do relacionamento a dois. Em sete capítulos, ela propõe passos práticos e ferramentas preciosas para o casal chegar a um lugar de entendimento, comunicação e conexão. 

O livro também conta com seções escritas por Rafael Carrilho, esposo de Fernanda, em que ele conta seus desafios ― e aprendizados ― na esfera dos relacionamentos, oferecendo uma perspectiva masculina das temáticas abordadas.

Ao fim de cada capítulo, o leitor encontrará, ainda, perguntas para se aprofundar e colocar em prática o que foi aprendido. Dessa forma, aprenderá que casais cristãos, pela graça de Deus, podem se fortalecer mesmo com suas fraquezas, pois, como diz a autora, “é em meio a imperfeições, louças sujas, conversas longas, noites sem sexo e fraldas sujas que encontramos a beleza de um casamento fundamentado no Senhor.”

Confesso que comprei no embalo e não achei lá grandes coisas; tenho dificuldade com esse tipo de leitura que quer trazer a fómula-da-felicidade.


A expedição de Ernest Shackleton à Antártida a bordo do Endurance tinha tudo para se transformar em tragédia.

No entanto, ao conduzir todos os seus tripulantes em segurança para casa, ele se tornou um exemplo de liderança.

Seus preceitos seguem atuais como nunca, sendo tema de um aclamado curso da Harvard Business School.

Descobrimos como ele construiu um time irretocável, administrou crises com recursos mínimos, organizou o caos e liderou pelo exemplo.

Ilustrado com lindas fotos de Frank Hurley, este livro mostra que as características de liderança de Shackleton podem ser aprendidas e aplicadas ao mundo de hoje para merecermos a lealdade e a dedicação de nossas equipes.

Eu já tinha ouvido falar sobre ele com a minha amiga Verônica Valaderes e suas ciladas polares e amei conhecer a história do cara que foi um fracasso ambulante em vida, mas que sua liderança e carisma faziam todos querem trabalhar com ele.


O psicólogo e escritor Alexandre Coimbra Amaral propõe uma conversa franca, empática e muito acolhedora sobre um dos maiores sofrimentos que afligem a sociedade atual: a ansiedade. Somos um mundo de ansiosos, mas não precisamos ter vergonha disso ou mesmo passar por situações como as que este mal deflagra sozinhos. No olhar sensível para o outro e na escuta, mora a possibilidade de retirarmos a história da nossa ansiedade da caverna da solidão e, juntos, aliviarmos um pedaço da nossa dor.

Mais um da minha lista para ajudar no tratamento e me ajudar a entender minhas reações e sentimentos.


Considerada por muita gente como o “mal do século”, a ansiedade é um dos temas mais discutidos na mídia e em sessões de terapia. Vista como uma angústia cujos efeitos são nocivos em sua maioria, ela é temida, evitada e maldita. Mas será que a ansiedade é realmente tão maléfica como a pintam? Trazendo exemplos do cotidiano e pensamentos de estudiosos que se debruçaram sobre o assunto, aliados à sua ampla experiência no consultório clínico, a psicóloga Blenda Marcelletti de Oliveira faz um panorama histórico e filosófico da ansiedade para mostrar que ela não só pode ser benéfica como é necessária e, sobretudo, um sentimento do qual não podemos ― nem devemos ― escapar. A pressão para parecermos sempre felizes nas redes sociais, a dificuldade em lidar com as imperfeições do amor e a luta para encontrar a vocação profissional são alguns dos tópicos discutidos por ela neste livro. Embora sua intenção não seja adentrar nos campos da medicina ou psiquiatria, em Fazendo as pazes com a ansiedade Blenda nos ajuda a entender a fronteira entre uma ansiedade natural, intrínseca ao ser humano, e outra mais patológica, capaz de nos tornar disfuncionais mesmo nas atividades mais cotidianas.


Missões: Um Desafio Para Hoje Há dois mil anos, Jesus Cristo orientou seus seguidores para que fossem por todo o mundo e anunciassem o evangelho a toda criatura. De lá para cá, a Igreja em procurado cumprir a Grande Comissão, investindo em missões, enviando missionários, levantando dados, expandindo suas fronteiras, definindo estratégias para levar aos não alcançados a mensagem transformadora do evangelho. Mas ainda há muito o que fazer. Você está envolvido de alguma forma com Missões? A Grande Comissão não foi dada a uns poucos escolhidos, mas a todo cristão comprometido com o reino de Deus. E essa ordem de Jesus não é antiga ou ultrapassada. Apesar dos grandes avanços em todas as áreas da existência humana, o coração de milhões de pessoas continua buscando sentido para a vida. O que você tem feito para que a água da vida chegue aos que morrem de sede, espalhados por todo o mundo? Esse desafio é para você também Ronaldo Lidório foi missionário durante vários anos entre os “konkombas”, no Oeste Africano. Atualmente trabalha entre os índios na região amazônica. Neste livro, ele compartilha conosco suas extraordinárias experiências, ao mesmo tempo em que propõe uma reflexão acerca da atuação missionária da igreja nos dias atuais. Ele levanta questões importantíssimas a respeito das barreiras e das dificuldades encontradas. Mostra-nos também como a Igreja em geral e os cristãos em particular podem obter sucesso no cumprimento do “Ide” de Jesus.


Ao voltar tarde da despedida de solteira da melhor amiga, Lauren é recebida por seu marido, Michael. Só tem um problema: ela não é casada e não sabe quem é esse homem. Mas, de acordo com seus documentos, fotos no celular, família e amigos, eles estão juntos há anos. Será que Lauren enlouqueceu e não se lembra do próprio cônjuge?

Enquanto ela tenta entender o que está acontecendo, Michael vai até o sótão trocar uma lâmpada e desaparece. Em seu lugar, surge um novo homem, que ela também não conhece e que também afirma ser seu marido. Além disso, aspectos importantes de sua vida também mudaram: ela tem um novo emprego, seu apartamento foi redecorado e todos a sua volta têm lembranças de uma vida que ela nunca viveu.

Ela decide pedir para o marido subir no sótão novamente e o impossível acontece mais uma vez: outro homem surge, e uma nova vida se constrói em torno dela. Ao perceber que o sótão está lhe oferecendo um estoque infinito de maridos, Lauren embarca numa busca incessante pelo parceiro ideal. Alto demais? Próximo. Baixo demais? Próximo. Bigode estranho? Próximo. Rabugento? Próximo. Não corta os pelos do nariz? Definitivamente, próximo.

Mas, depois de tantos maridos, ela começa a se questionar: quando trocar de vida é tão fácil quanto trocar uma lâmpada, como saber que você encontrou o caminho certo? Quando se deve parar de procurar pelo melhor e apenas viver de verdade?


Vi a resenha da Pam Gonçalves e achei muito interessante - o livro fluiu muito bem, mas a parte final ficou meio... bléééééé.



Às vésperas de completar 23 anos, Suleika Jaouad ouviu as palavras que marcariam para sempre a sua vida: leucemia mieloide aguda.

Assim começou sua longa batalha contra um inimigo invisível. Os quatro anos seguintes foram passados em quartos de hospital, lutando pela sobrevivência, enquanto lidava com as questões naturais da juventude e narrava sua experiência em uma coluna do The New York Times.

Após infindáveis rodadas de quimioterapia, tratamentos experimentais e um transplante de medula óssea, Suleika estava oficialmente curada. Mas, como logo aprenderia, a remissão não é onde a luta pela cura termina: é onde começa.

Depois de passar tanto tempo à sombra da morte, ela não sabia mais como viver.

Tentando se reconectar consigo mesma e encontrar seu lugar no mundo, Suleika embarca numa viagem de 100 dias para conhecer algumas pessoas que lhe escreveram durante seus anos de internação.

Ao longo dessa jornada, ela aprende como seguir em frente quando a vida é interrompida – seja por um coração partido, uma perda ou uma doença – e como sobreviver às inevitáveis mudanças que fazem parte da experiência humana.


Com certeza, o eleito LIVRO DO ANO com uma história tocante que fica melhor ainda quando é ilustrada pelo instagram da autora, além da "segunda parte" contada no filme American Symphony disponível no Netflix (ou na netflix?).



E aí, o que achou da minha lista? Alguma indicação para leitura em 2025?



quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Wishlist 2025

 Oi, tudo bem?

Desenterrando uma postagem de 2013, resolvi voltar aos tempos das tags e postagens coletivas para colocar aqui os planos e metas para 2025.

Na época, eu copiei a tag de um blog muito legal da Jhee - pena que não está mais ativo.

Sou a pessoa das listas e, para 2025, são tantos planos e metas que preciso correr atrás que nem sei por onde começar.

E que tal você vir comigo nessa?! Topa fazer a sua para o ano que vem?

Pequenas metas, desejos, sonhos de consumo... coloca aqui tudo que você quer conseguir em 2025!

BLOG
-> Postar com mais frequência: pelo menos, uma vez por mês quero vir aqui para escrever, colocar as ideias em ordem e rever os amigos.
-> Fazer mais amigos virtuais: será que ainda existem blogs ativos? Para fazer novas amizades?

TRABALHO
->  Ser menos estressada com o trabalho: essa meta está aqui desde 2013...

ALIMENTAÇÃO, CORPO E EXERCÍCIO
-> EMAGRECER - preciso perder 20kgs e nem sei por onde começar. Com certeza, essa é a minha META MOR para 2025 porque estou sentindo a saúde indo embora. Para isso, preciso comer menos, não tomar refrigerante e fazer exercicios (cardio e musculação) pelo menos 4x na semana. Deus me ajude!!!!

MODA E BELEZA
-> Me arrumar mais para trabalhar e para a vida em geral: sou a pessoa que coloca a primeira roupa que vê, prende o cabelo em um rabo sem pentear e sai sem maquiagem e sem acessório de casa. Queria ter mais estilo e ser mais vaidosa.

ESTUDOS
-> Sem metas: depois que conclui a pós graduação, confesso que estou com preguiça de me programar para aprender alguma coisa nova.

LUGARES
-> Sem metas: garoto financiou um carro para ele, precisamos quitar a casa e a fotovoltaica, precisamos reformar a casa que já tem 10 anos de uso e, por isso, acho que ano que vem não vamos para lugar nenhum para guardar dinheiro para viagem de 2026: voltar a Gramado para comemorar 10 anos de casamento.

FINANÇAS E COMPRAS
-> Guardar 10% todo mês do salarinho suadinho: pretendo, futuramente, que Bolinha evolua para outro carro mais novo e, pra isso, preciso começar a guardar dinheiro agora. Para isso, também quero aprender mais sobre investimentos porque só deixar na poupança não dá.

FOTOGRAFIA
-> Sem metas: e sem comentários

AMIGOS, ANIMAIS E NAMORADO
-> Conviver mais com os amigos:  sou antisocial (ou tímida, reservada, como quiser chamar). Chamo pouquíssimos amigos para sair, pago para ficar em casa e não sou de ficar conversando em redes sociais. Por isso, tenho amigas de anos que faz anos que não falo. Preciso ser mais presente para que os outros também sejam presentes.
-> Fazer programas diferentes com o marido (na tag anterior, ainda era namorado hahaha): pelo que disse no item de cima, não saimos de casa e passamos o final de semana jiboiando no sofá com a vira lata. Depois da pandemia, criamos o hábito do PSN - pizza, sofá e netflix e precisamos voltar a ter vida social
22. Acostumar levar a Neguinha para sair de casa (na tag anterior, era a Nina que ainda está viva com a minha mãe há 16 anos): Neguinha veio das ruas, adotada, e Deus sabe os traumas que carrega. Mas, preciso acostumar ela a sair passear de coleira e de carro para que ela possa viajar conosco nas próximas aventuras.

CASA
-> Reformar o sofá da sala: nosso guerreiro de todas as horas está conosco há 10 anos e já passou por uma reformar em 2019. Agora, precisa de um repaginada ou upgrade.

LIVROS, FILMES, MUSICAS E RECEITAS
-> Ler no mínimo 1 livro por mês: única meta aceitável e acessível até agora porque já faço isso todo ano
-> Ver 1 filme por semana: ver um filme por semana já é uma coisa que fazemos normalmente; ver um filme INÉDITO por semana vai ser um esforço extra.

PESSOAL E DIVERSOS
-> Ser menos ansiosa e mais paciente: essa meta está aqui desde 2013...
-> Começar algum trabalho pessoal na área espiritual: voluntariado, postagens de evangelização, estudo biblico... alguma coisa que me aproxime mais de Deus.
-> Ser menos estressada no trânsito:essa meta está aqui desde 2013...

O que achou? Metas ambiciosas? Básicas? Alguma dica para me ajudar?

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Ainda tem alguém aí?

 Oi tudo bem?

Nem vou me justificar pelo tempo sem postar, sem visitar ninguém. A vida anda acontecendo e, com ela, muita coisa ao mesmo tempo me faz ficar longe daqui. Se me sobra um tempo no trabalho, até tenho ânimo para postar mas... quem disse que sobra? E, para ser sincera, não tenho a menor vontade de ficar no computador teclando aos finais de semana depois de passar mais de 40 horas resolvendo problema no computador de segunda a sexta.


Por isso, resolvi dar o ar da graça hoje só porque é uma data especial: bodas de linho minha e do garoto.



O linho é um material resistente e representa o fortalecimento do relacionamento ao longo dos anos. também chamado de bodas de renda porque a renda, por sua vez, pode simbolizar a transparência e honestidade que se quer para uma relação. 

Para quem está chegando agora por aqui, tudo começou nesse dia

E depois se oficializou nesse dia e nesse dia

Aproveitando a deixa, para quem tiver pique, eu consegui atualizar todo

o blog desde 2004 - descobri o site Archive onde dá para pesquisar sites

antigos e consegui achar meu antigo blog do zip.net que a Dona UOL fez

o favor de excluir sem me consultar. Recuperi muita coisa e sigo relendo

e me divertindo com a antiga Nana.


Entre as postagens que gosto de reler, foi muito legal ver na minha carti-

nha ao futuro que eu nem imaginava como estaria: 

- sigo viva kkkk

- ainda no mesmo emprego

- ainda casada e muito feliz

- sem filhos (se não considerarmos Dona NegraLi)

- Pappy, Mammy e Nina ainda estão vivos (mesmo depois do infarto de 

pappy e Nina com metade das tetinhas por causa de um câncer, metade 

dos dentes por causa do excesso de tártaro, sem visão, sem audição e fir-

me e forte aos 16 anos)

- o Toddynho foi trocado pelo Bolinha 

- Jesus ainda não voltou (apesar de estar perto....).


Quem sabe não volto mais vezes?!





sexta-feira, 15 de março de 2024

A sociedade do hospital

 Oi tudo bem?

Em janeiro, foi lançado o filme A Sociedade da Neve na Netflix (ou seria nO Netflix?), mostrando a história trágica e heróica - para alguns - dos sobreviventes de um acidente de avião nos Andes. O título do filme é bem sugestivo porque mostra como realmente se formou uma sociedade ali, com suas regras específicas para a realidade imposta no local e que valiam somente para aquela situação, naquele local, com aquelas pessoas (apesar de algumas pessoas até cogitarem comer o coleguinha de trabalho na hora do nervoso).

E foi pensando nisso que me vi ontem em meio a sociedade do hospital.

Eu explico.

Desde 2022 - quando pappy infartou e passamos por toda aquela saga - o garoto começou a ter problemas digestivos sem causa aparente. Do nada começa com ânsia, náusea, dor abdominal... Já passamos por pronto socorro, alguns médicos e ninguém fecha algum diagnóstico. Para mim, é problema de alimentação e falta de exercício mas vai falar isso para ele! "Não tenho tempo para fazer isso", "Como a hora que o serviço deixa", "Ah, agora não posso mais comer lanche?!" e por aí vai.

Em agosto de 2023, o gastro que ele estava indo pediu uma endoscopia mas o exame não deu certo porque o estômago ainda não estava vazio. Então, repetimos o exame novamente ontem.

E aí, começa a saga.

Primeiro, porque o médico do garoto pede para fazer o exame no hospital. Eu já fiz duas endoscopias na vida e sempre no consultório; como eu brinco, endoscopia raiz: só espirra um anestésico na garganta, enfia o cano, olha o estômago, tira e você vai embora. Sozinho; não tem essa de levar acompanhante. No hospital, tem todo um preparo: não faz o exame se não tiver acompanhante, vai pro centro cirúrgico, tira tudo (tudo mesmo), mede pressão, temperatura, oxigenação, coloca oxigênio no nariz, sedação na veia e tem que esperar uns 30 minutos depois do exame para liberar.

Aqui na região - acho que em todo o Sudeste e Sul do país - estamos com uma severa epidemia de dengue que tem superlotado as unidades de saúde e hospitais. Então, o exame que estava marcado para 15h foi antecipado para 13h30 por conta de atender a superlotação que estava no hospital. O garoto estava em jejum desde as 21h do dia anterior e sem água desde às 10h - isso em um dia mega quente em que ele precisou trabalhar de manhã.

Chegando no hospital, completamente lotado, já fomos logo encaminhados para o centro cirúrgico. Ele entrou e eu fiquei na sala de espera. E ali, minha gente, as regras são outras.

Eu, que sou a pessoa que não converso, começo a papear e pegar amizade com todo mundo igual mammy. Tinha a senhora que estava esperando a filha grávida dar a luz - e estava terminando o último casaquinho do neto. Tinha o filho esperando a mãe fazer um procedimento rápido. Tinha a esposa esperando o marido fazer a colonoscopia. Tinha o marido esperando a mulher fazer cirurgia da vesícula. Tinha a moça esperando alguém - sei que era homem pelo nome que vieram chamar, mas ela dormiu o tempo todo de espera na cadeira mais desconfortável do mundo. Tinha a faxineira reclamando que o bebedouro estava vazando água e ninguém vinha arrumar.

Ali se cria uma sociedade nova, onde todo mundo se conhece, conversa sobre os assuntos mais sem noção e vira amigo por algum período, que pode se tornar horas.

Enquanto estávamos lá, chega um cirurgião:

- Acompanhante da senhora Regina

- Sim, sou eu. É a minha mãe.

O cirurgião se aproxima e delicamente passa o braço pelas costas do garoto.

- Então, tivemos uma intercorrência durante o procedimento...

- Mas ela está bem, doutor?

- Sim, mas teremos que observar porque a pressão dela variou bastante.

- Não, doutor. Ela não tem problema de pressão. Falaram que o exame era rápido 

Nessa hora, todo mundo que estava esperando um "exame rápido" arregalou o olho.

- Sim, mas ela teve reação da anestesia e precisamos controlar a pressão por conta do coração....

Nessa hora, todo mundo que sabia que ia rolar anestesia no exame arregalou o outro olho

- Mas como ela tá, doutor?

- Ela está indo para UTI para obs...

- Não, uti não. Ela ia para casa! Ela ia fazer um exame rápido!

Aí, o cirurgião foi encaminhando o filho para fora da sala da espera e ficou aquele clima de preocupação, um olhando para cara do outro: afinal, ninguém tinha informação de ninguém que tinha passado pela porta do centro cirúrgico.

Em questão de segundos, a recepção do centro cirúrgico lotou: quero saber do meu marido, quero saber da minha mãe, como está a minha esposa, cadê meu filho... coitada da recepcionista.

Descobri que o garoto às 16h ainda aguardava para fazer o exame, sem água e sem comida desde às 10h mas que "estava sedado desde às 13h30, então não precisa se preocupar". Como não me preocupar? Sedação por tanto tempo não faz mal? Ah, mas tem uma enfermeira acompanhando, segundo a recepcionista. Grande alívio! #sqn

Conforme as horas passavam, alguns ficavam mais estressados, outros começavam a chorar e o coração disparava a cada vez que a porta do centro cirúrgico abria. "Acompanhante de....". Alívio para um que ia embora, preocupação para os outros que seguiam na espera. E, quanto mais a sala de espera esvaziava, mais angústia dava - afinal, cabeça de ansioso só pensa o pior.

Até que, finalmente, às 17h45, o garoto apareceu: de cadeira de rodas, mas bem consciente, e graças a Deus o exame deu certo.

Saímos eu e ele e o outro casal que o marido foi fazer colonoscopia. Ainda ficou o marido esperando a cirúrgia de vesícula da esposa, mas ele acabou ficando sozinho. Espero que tudo tenha dado certo.