sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Escrita Terapêutica - 06

 Oi, tudo bem?

No meio de todo esse turbilhão que tem sido minha saúde mental nos últimos anos, consegui atingir uma meta que vinha tentando desde 2005: concluí minha pós graduação!

No início do ano, meu coordenador me deu a dica de uma universidade que estava com promoções para cursos online de graduação e pós-graduação. Fui me informar e achei uma área do meu interesse: MBA em Estratégias de Comunicação Digital. Sempre gostei de escrever, de comunicação (meu TCC da faculdade foi sobre Comunicação Digital) e as redes sociais parecem um mundo-sem-fim de possibilidades.

Desde que comecei a trabalhar, sempre a parte de divulgação de eventos, cursos e afins sobrava para mim: é o que eu gosto. Então, lá fui enfiar a cara nos estudos depois de quase 20 anos que conclui a faculdade de Informática em Gestão Financeira.

O curso em si foi um pouco decepcionante: talvez porque já lido com isso todo dia no trabalho, muito do conteúdo já era familiar. Alguns materiais estavam um pouco desatualizados, considerando que a realidade digital muda quase que diariamente (e deveria ser um sacrilégio usar referências de campanhas de 2012 em um curso do tipo) mas, ao final, pelo menos consegui mais um diploma para lista.

Em meio a tanta coisa sem sentido que tem acontecido na minha vida, tenho uma vitória para comemorar! Obrigada, Deus!

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Monte Verde

 Oi tudo bem?

Já está mais que na hora que retomar às postagens de sempre por aqui, certo?! A série Escrita Terapêutica vai continuar - afinal, seguimos com a dupla remédio/terapia me acompanhando por aqui. Maaaaassss, a vida continua (Graças a Deus por isso).

Eu sempre tiro férias duas vezes no ano - na empresa que trabalho, podemos tirar férias bipartidas. Acho que nunca falei sobre o meu trabalho com mais detalhes aqui, né?! Esse blog sempre foi meio "misterioso", sem dar muito detalhes sobre a minha vida particular. Mas, vamos lá: vamos começar a contar algumas coisas.

Trabalho em uma escola há 17 anos - ufaaaa - na secretaria e cuido da escrituração dos cursos livres, cobrança e inadimplência, controle e emissão de nota fiscal, além das redes sociais e atendimento ao público. É, bastante coisa! E, por ser escola, podemos bipartir as férias no 1o e 2o semestre.

Então, antes eu tirava as férias maiores em outubro porque é quando o garoto está ganhando mais dinheiro (ele trabalha como técnico de refrigeração e tem uma empresa de venda, manutenção e instalação de ar condicionado) e o período menor ficava para abril porque são os 2 meses que tem menos movimento de trabalho pra mim (um mínimo menos hahaha).

Mas, de 2 anos para cá, comecei a inverter e tirar o maior período em abril porque aí o garoto tem disponibilidade para viajarmos. Esse ano, em abril, fomos para o final de semana em Campos do Jordão para meio que exorcizar a cidade porque, da primeira vez que fomos lá, eu estava começando com os sintomas da TAG e não aproveitei nada. Essa 2a viagem foi melhor, apesar da chuva hahaha.

E nunca costumamos viajar no meu período mais curto de férias porque, geralmente, é só uma semana e fica bem corrido programar uma viagem com tão pouco tempo. Mas, se você vive no Brasil, sabe que estamos passando por um período crítico de calor e, com isso, o garoto está trabalhando a milhão #gracasaDeus

Por isso, ele pediu para programar alguma coisa de lazer no final de semana que eu estivesse de férias para comemorarmos os 12 anos que estamos junto (sim, já são 12 anos juntos, minha gente!). Resolvemos ir para Monte Verde - distrito de Camanducaia, sul de Minas Gerais - porque todo mundo falava que era um lugar ótimo para descansar.

E é mesmo. Péssimo sinal de celular, o distrito se resume a poucas ruas, muitas lojas de artesanato, queijos, vinhos, doces, cachaças e restaurantes caríssimos que lembram o preço de Campos de Jordão (e só).


Justo na minha vez, a "cidade" estava passando por um recapiamento geral e as ruas estavam praticamente no pó da terra. A pousada que ficamos era antiga e tinha vários problemas: é até bem localizada, fora do fervo da avenida Monte Verde mas próximo o suficiente. Na suíte externa q ficamos, o aquecedor estava com botão quebrado, a hidro estava com os 2 registros soltos, o interruptor da hidro estava com mal contato, os canos da pia estavam amarrados, a tv tem imagem chuviscada e só tem 4 canais a cabo, o colchão é muito fofo e o Wi-Fi não funcionou nem no celular nem na TV que dizem ser smart. Em consulta a recepção, não tivemos retorno nenhum. O unico ponto positivo foi o excepcional atendimento do chef de cousine durante o café da manhã: a atenção e simpatia fizeram a diferença na hospedagem.



Valeu a visita na Casa do Strudel -  comemos strudel de banana com sorvete de nata e foi maravilhoso!


Conhecemos o tal porpetone, famoso da cidade, e confesso que achei um macarrão com carne moída de categoria (apesar do preço beeem salgado).


Chegamos no sábado no almoço e até que estava tudo bem até a noite; aí, começamos a sentir falta do celular, da internet e da civilização. Então, no domingo, pegamos nossas coisinhas e fomos para Poços de Caldas.

Melhor coisa que fizemos na vida! 

O trajeto foi maravilhoso, a estrada tem paisagens incríveis, passamos por vááááárias cidadezinha mineiras super simpáticas e Poços de Caldas continua sendo incrível - inclusive, os macaquinhos da Fonte dos Amores mandaram lembranças.






segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Escrita terapêutica - 05

 Oi tudo bem?

Não tenho sido muito frequente aqui porque ainda estou no processo de reorganizar a minha vida.

Parte do tratamento que a psiquiatra me passou foi retomar hábitos que me davam prazer e o blog era um deles. Mas não quero que volte a ser uma obrigação como eu estava sentindo antes; então, venho aqui quando dá vontade (ou quando eu coloco na listinha de afazeres como fiz hoje).

Estou de férias do trabalho essa semana e estou tentando passar dias tranquilos e sem auto cobrança. Eu e minhas listinhas precisamos parar um pouco. 

Sinto que estou progredindo a passinhos de tartaruga-com-caimbra mas estou progredindo. Não tive TPM esse mês e já faz mais de 1 mês que não choro.

Assisti o documentário Ressignificar no Prime e achei bem interessante as abordagens de tratamento para transtornos mentais. 

Estou acompanhando os vlogs da Apenas Ana sobre o tratamento dela para ansiedade e tem sido muito bom também.

De resto, tudo segue na mesma. Para quem chegou agora por aqui, posso dizer que sim: existe uma luz no final do túnel e tudo passa, mesmo que por cima da gente kkk

Achei que nunca teria melhora e, finalmente, estou me sentindo melhor. Mas isso é um grande processo que só está começando.


segunda-feira, 25 de setembro de 2023

Escrita terapêutica 04

 Olá tudo bem?

Faz 1 mês que comecei o processo de recuperar minha saúde mental. Com o diagnóstico embaixo do braço de TAG e Depressão, fui da psiquiatra para psicóloga, em companhia do meu novo amigo, o antidrepessivo.

Nesses 30 dias, comecei a verbalizar coisas que só falei com o meu marido – e com muito custo porque mammy exigiu que eu falasse. Redescobri um diário de quase 20 anos atrás e tive a chance de reviver momentos muito doloridos, falas extremamente inocentes e vivências que hoje eu olho e vejo como eu era imatura.

Olhar para trás e ter que reviver tanta coisa – boa e ruim – tem me ajudado a dar mais valor a vida atual que eu tenho. Um dia após o outro, aos poucos percebo – FINALMENTE – que a tempestade vai ter fim.

Esse final de semana, por exemplo. Na sexta, tive que fazer um exame que atrasou e ocupou quase minha manhã toda. Por tabela, não pude fazer a faxina da casa para o final de semana. Sabia que o garoto só ia querer descansar no final de semana – ele trabalha com ar condicionado e está a mil por hora com esse calor todo – e não queria ficar incomodando com barulho de aspirador.

Fiquei na dúvida se ia conseguir passar o final de semana sem surtar da casa estar suja (no meu ponto de vista) ou ter uma crise porque sabia que ia ter muita coisa para fazer na segunda feira.

Mas isso não aconteceu.

Graças a Deus pelos médicos, remédios e terapia que estão me ajudando a mudar a minha perspectiva e acalmar meu cérebro.

Consegui passar o final de semana tranquila, no ar condicionado, desfrutando da companhia do garoto e da Neguinha (para quem é novo aqui, a minha vira lata). Então, se você que leu isso, está passando por algo parecido, saiba que passa. Demora, mas passa.

E seguimos tentando melhorar um dia de cada vez.

 

 

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Escrita Terapêutica 03

 Olá tudo bem?

Um dia de cada vez. Com uma noite no meio.

Nem sempre as noites tem sido boas.

Comecei a tomar o remédio – o antidepressivo – no dia 27 de agosto. Primeiro, meia dosagem para o corpo acostumar. Nos primeiros dias tive náusea – ou foi do remédio ou foi do ovo mexido que comi no café da manhã. Depois passou.

Na sequência dos sete primeiros dias, passei a dosagem cheia – admito que não queria. Preferia ser uma pessoal normal e não depender de remédios para ficar bem. Mas, já nos primeiros dias, finalmente percebi que voltei a dormir bem e sem pesadelos – Glória a Deus.

Até o garoto está dormindo melhor porque eu durmo melhor e não fico cutuando ele toda a noite por causa dos roncos hahaha. Aí ele não precisa pingar Naradrin no nariz e também tem tido noites mais tranquilas e até com sonhos. Todo mundo saiu ganhando.

Comecei também a tal da terapia. Depois de pesquisar e agendar com 5 – sim, a pessoa é ansiosa e saiu fazendo contato com toda a lista de terapeutas da cidade que veio no Google – fiquei com a que eu mais gostei da foto – sim, pesquisei o perfil deles nas redes sociais.

Já fiz 2 sessões – acho que é assim que fala – e até agora não percebi diferença. É muito bom ir lá, desabafar, falar tudo que vem na cabeça e sem filtro – porque não precisa né?! Mas eu estou buscando uma coisa bem prática para conseguir controlar os pensamentos repetitivos que fico tendo, principalmente à noite.

Por exemplo, na semana passada, tínhamos prazo para finalizar o mês de agosto no sistema e tudo estava para última hora porque eu dependia de outras pessoas fazerem a parte delas. Eu até tinha uma alternativa se não desse tempo de cadastrar tudo no sistema, mas o que eu fiz? Passei a noite de terça para quarta fritando na cama remoendo o que eu podia fazer, como eu ia fazer e o que eu faria se não desse certo. Pode isso, produção?!

O horário da noite é o pior para mim porque a minha mente não desliga e fica indo e voltando em coisas e situações e sempre pensando o pior. Se eu aprender a desligar ou a mudar o foco, já vou achar que valeu a pena.

Até agora, não aprendi nada.

 

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Escrita Terapêutica 02

Oi tudo bem?

Criei coragem. Pedi ajuda.

Depois de uma vida de altos e baixos – e dos últimos 4 anos terem sidos mais baixos do que altos – uma lanterna de alerta acendeu e eu vi que precisava de ajuda.

Dias desses, em uma dessas crises doidas de choro-por-causa-de-qualquer-coisa, me tranquei no banheiro e sentei no chão largada. Chorei, chorei como se não houvesse amanhã. E, de repente, olhando pra cima, vi a gilette dando sopa no copo da pia do banheiro. A breve ideia do “até que não seria uma má ideia!” me tomou de salto. Quem é essa pessoa? Quem pode pensar um negócio desses? Isso que dá ter assistido 13 reasons why na 1ª versão do Netlix (entendedores entenderão). Levantei, lavei o rosto e me toquei que precisava de ajuda.

Óbvio que o meu plano de saúde não teria opções disponíveis: na minha cidade, só 2 psiquiatras que são conhecidos por doparem os pacientes. Na região, ninguém que eu tivesse alguma indicação. Então, depois de procurar tanto sobre o assunto na internet, o Espírito Santo usou o algoritmo do Instagram para me mandar o anúncio de uma psiquiatra na minha cidade, @drafrancinematos.

Marquei a consulta no particular mesmo – e lá se vai mais um pouquinho da minha poupança – e passei uma semana ensaiando o que dizer na consulta: fiz até uma lista dos sintomas para não esquecer nada (Afinal, não é todo dia que você paga uma consulta particular, né?!)

Na noite anterior, mal dormi: sonhei que o consultório estava em reforma e ela atendia na sala dela; que não tinha banheiro e eu estava apertada na hora da consulta e que eu nem conseguia falar com a médica porque ela estava atendendo outro paciente junto.

A secretária me ligou – na vida real – pedindo para eu ir um pouco antes que tinha liberado um horário. Imagina uma pilha dirigindo um Palio? Era eu. Cheguei lá com falta de ar, suando frio e segurando o choro, ainda bem que só tinha eu na sala de espera.

A médica foi um doce – conversou, explicou, me acalmou e só faltou perguntar a cor da calcinha de mammy no dia em que eu nasci. Depois de quase 1h20 de consulta, o veredito: Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG – jura? Nem tinha percebido hahaha rindo-de-nervoso) e um quadro leve de Depressão Ansiosa. Segundo ela, é muito comum pessoas com ansiedade “destratadas” desenvolverem quadros depressivos como forma de “acalmar” o corpo.


O diagnóstico me tirou o chão: a palavrinha Depressão já remete automaticamente à alguém que se matou, alguém que vive trancado no quarto escuro, dormindo e chorando. E nem sempre eu sou assim: só de-vez-em-quando.

Então, seguiremos o protocolo remédio+terapia+hábitos-de-vida para colocar o Tico e o Teco no lugar.

Oremos.

 

 


terça-feira, 20 de junho de 2023

Escrita terapêutica 01

Escrita terapêutica, né?!

Então, se isso aqui fosse uma consulta com um psiquiatra ou psicólogo, por onde eu iria começar?

Meu nome é Ana e estou aqui pedindo ajuda porque eu acho que tenho ansiedade. Ou depressão. Ou só falta de louça para lavar mesmo. Não sei o que eu tenho.

Sempre fui nervosa, ansiosa, estressada, impaciente. Mas, nos últimos 4 anos, as coisas têm piorado e muito.

Vim aqui porque conta dos últimos episódios que tenho tido: pesadelos – ou acho que até dá para chamar de alucinações – tão vívidas que parecem reais. Eu “acordo” no meio da noite e sempre acho que tem algum bicho no quarto (aranha, rato, cobra...) e, imediatamente, eu pulo da cama e começo a gritar e pedir socorro. Nunca é nada muito escandaloso do tipo “aaaaahhhhhh, socorrooooooooo” mas eu acabo acordando meu marido que, pacientemente, fica do meu lado até eu “acordar”.

O mais maluco é que eu sei que estou sonhando, sei que aquilo não é real, mas não consigo reagir até ele acender a luz. Parece que a claridade me traz a consciência de que eu tô surtando e aí vem a sensação de sou uma completa idiota, doente, problemática, com algum transtorno que vai terminar me levando parar no hospício, sem reconhecer ninguém.

Além desse problema que vem me atingindo toda a semana – às vezes mais de 1 vez na semana – eu sei que não tenho sono muito regular, me estresso muuuito fácil (sou daquelas que vivo xingando no trânsito e metendo a mão na buzina), sofro por antecipação (e refaço a mesma cena dezenas de vezes na cabeça, com todos os cenários possíveis), tenho crises de choro por motivos fúteis (tipo, não consegui fazer a faxina da semana e minha casa vai ficar uma zona no final de semana. O que vão pensar de mim? (mesmo que ninguém venha na minha casa)).

Sou extremamente solitária, não tenho amigos, não tenho vida social, só convivo com o pessoal do trabalho, meu marido e meus pais. E às vezes me dói isso porque vejo as pessoas que já foram próximas curtindo a vida nas redes sociais e eu trancada dentro de casa. Mas, também, quando me chamam para sair, eu sempre arrumo uma desculpa com a preguiça de ter que me socializar.

Sinto falta de quem eu era. Acho que comecei a ficar assim depois que me casei. Assumi muito as responsabilidades de “ser-a-dona-de-casa-e-esposa-e-profissional-perfeita” e acabei por enterrar a pessoa que eu era antes. Ou isso é só coisa da minha cabeça, porque não mudei nada e fica mais fácil achar que eu era diferente antes.

Toda vez que começo a falar muito sobre isso me canso. Dá uma vontade de jogar tudo pro alto e apertar o botão do F*. Por que preciso problematizar tanto? Pra quê tanto drama? Por que eu não posso ser leve? Queria que meu cérebro tivesse um botão de RESET para eu zerar todas as memórias, dores e traumas e recomeçar sem amarras.

Será que é possível?

 

 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Mais de 2 anos depois...

 Oi tudo bem?

Mais de 2 anos depois, eu volto por aqui só para dar um oi e desabafar.

2022 não foi para os fracos.

Janeiro começou com os cunhados pegando covid: bolsonaristas, só tomaram 2 doses de vacina e não vacinaram a filha. Ainda bem que Deus foi misericordioso e eles passaram relativamente bem.

Fevereiro começou com um fenômeno chamado cabeça d´água na região que fez a minha cidade testemunhar a pior enchente desde a década de 70. Entre as vítimas, meus sogros que estavam com covid. Cunhado e garoto tiveram que enfrentar chuva e covid para tentar salvar os pais e os móveis. Graças a Deus, no final, tudo deu relativamente certo.

Março eu descobri da pior forma possível que tenho ciático. Travei igual um boneco de Olinda e não consegui me mexer de dor. Com isso, criei vergonha na cara e entrei no Pilates.

Abril foi o único mês com um fôlego no ano. Tirei férias e fizemos a melhor viagem da minha vida: Curitiba/Ilha do Mel/Morretes. Ficamos hospedados no FullJazz Hotel no Batel, conheci o shopping Pátio Batel, jantamos na Taverna Calabouço, conhecemos a Praia das Encantadas na Ilha do Mel, fizemos o passeio do Trem de Morretes pela Serra do Mar, fomos na Churrascaria Jardins Grill e demos prejuízio no rodízo, fomos em todos os principais pontos turísticos de Curitiba (dos 26 parques, conhecemos 6), comemos na PizzaBis e fizemos compras no shopping Palladium.

Maio, mais doenças: sogro com dengue e sogra que sofreu uma queda e trincou o pulso, o qual não melhorou até agora que escrevo esse post.

Junho, fomos premiados: garoto pegou covid. Passei 2 dias ao lado do covidado e não fui contaminada, graças a Deus.

Julho, um susto: roubaram minha conta do Netflix. Quase como um dom de línguas, consegui falar no call center  da Netflix internacional (porque o nacional só funciona em horário comercial e eu descobri o roubo as 23h15 da noite) e consegui recuperar minha conta de volta. Na sequência, fiz um rastreamento gigantesco em todo e qualquer site que eu lembrasse que fiz login alguma vez na vida para trocar acesso ou excluir conta.

Agosto, o susto mor do ano: pappy infartou. Dia 3 de agosto. Começou com uma dor nas costas que evoluiu para falta de ar e vômito, que virou infarto. 7 dias de internação entre uti e enfermaria, com direito à sedação, crises de consciência (ele não reconhecia ninguém e teve que ficar amarrado para não fugir) e uma espera de quase um mês para fazer o cateterismo. Fora outras coisas que aconteceram que não precisam ser citadas aqui, mas jamais serão esquecidas tamanha foi a provação que mammy enfrentou.

Setembro, a novela seguiu. Ele foi encaminhado para um hospital da região e lá descobrimos que ele ia ter que ficar internado por quase 2 meses para aguardar a cirurgia cardíaca. Ficou 31 dias exatos.

Outubro, dia 5. No susto, agendaram a cirurgia dele. 4 safenas e 2 mamárias. Uma recuperação sofrida que ainda não terminou. Uma saga de dores, crises, idas e vindas de hospitais.

Novembro passou voando sem notícias boas ou ruins. Lógico que não vamos considerar a infinidade de asneiras que vieram no Whatsapp da galera bolsonarista que não aceitou a derrota e queria guerra (até agora).

Dezembro chegou com uma inflamação no meu dente que virou canal, infecção no ouvido da Neguinha e com os dias finalmenete finalizando para abandonar 2022 de vez.

Como diria Robertão, "se chorei (e como chorei) ou se sorri (sorri pouco esse ano), o importante é que emoções eu vivi (e como)"

Que Deus te dê um excelente 2023 com Cristo no barquinho!




sábado, 30 de janeiro de 2021

30 de janeiro

Oi, tudo bem?

Hoje, quero trazer a resenha de um dos melhores livros que li na vida - já saiu da minha pilha da vergonha de livros parados (há mais de 1 ano esse livro estava na minha pilha da vergonha) para a pilha dos livros queridos da estante. 

Título: Refúgio Secreto. 

Autores: Corrie Ten Boom, John e Elizabeth Sherill. 

Páginas: 296. 

Editora: Publicações Pão Diário

Corrie tem Boom foi uma relojoeira holandesa que se tornou heroína da Resistência, sobrevivente dos campos de concentração e uma das mais notáveis evangelistas do século 20. Durante a 2ª Guerra Mundial, ela e sua família arriscaram suas vidas para ajudar judeus e integrantes da Resistência a escapar do nazismo e, por causa dessa iniciativa, eles foram presos e enviados para os abomináveis campos de extermínio. O livro narra a história de como a fé triunfa sobre o mal. 

"Foi assim que aprendi que não é em nosso perdão, nem em nossa justiça própria, que repousa a sorte do mundo, mas nos do Senhor. Quando ele nos ordena que amemos os nossos inimigos, ele nos dá, juntamente com a ordem, o seu amor".

O livro conta, de forma curta e agradável, passagens da infância e criação de Corrie e seus irmãos antes de chegar a 2ª Guerra. Seu pai mantinha uma relojoaria, profissão que Corrie viria a adotar mais tarde, e viviam ela, suas duas irmãs, seu irmão, seus pais e suas duas tias solteironas.

Cornelia Johanna Arnolda ten Boom, conhecida como Corrie (15 de abril de 1892 – 15 de abril de 1983) já tinha mais de quarenta anos quando começou a segunda grande guerra. Ela e sua família eram holandeses cristãos e, num primeiro momento, eles acreditaram que a Holanda conseguiria se manter neutra na guerra -  o que não aconteceu, infelizmente.

Quando a guerra começou foi inevitável não ajudar os judeus que conheciam, não importa se estivessem correndo perigos. A pequena casa no Haarlem se tornou uma espécie de Centro de Operações e pouco tempo se passou até que eles também tivessem hóspedes fixos morando escondidos com eles. Dessa forma, eles viriam livrar muito judeus da morte certa nas mãos da SS nazista. A devota família cristã dos ten Boom era conhecida pela sua atitude prestativa para com todos. Com relação aos judeus, isso foi ainda mais acentuado pelo reconhecimento dos ten Boom da importância do povo judeu nas escrituras e na fé cristã: eles chegavam a se preocupar em providenciar comida kosher e respeitar o Sabá.

“Como podemos levar qualquer coisa pra Deus? Como nossas pequenas quinquilharias podem lhe interessar? Jesus querido, agradeço por termos que ir de mãos vazias. Agradeço por tudo, tudo o que fizeste na cruz, e porque tudo o que precisamos na vida ou na morte é ter certeza disso”.

"Amor. Como era que se mostrava amor? Como Deus poderia demonstrar, ao mesmo tempo, amor e verdade, em um mundo como este? Morrendo. A resposta me ocorreu  da maneira  mais  vivida  e aterradora possível: a forma de uma cruz marcara a História."


Por um bom tempo, Corrie e sua família conseguiram colocar em prática Mateus 25:40, acolhendo àqueles que sofriam, assim como Jesus ensinou. Mas em determinado momento, um colaborador holandês denuncia a família Ten Boom pelo que estavam fazendo e, consequentemente, a família toda, bem como alguns amigos que também cooperavam, são presos e levados ao campo de concentração nazista. Eles foram enviados para a prisão de Scheveningen, em seguida para o campo de concentração Vught (ambos na Holanda), e finalmente para o campo de Ravensbrück, na Alemanha, em setembro de 1944 – sem spoilers para você ler o livro.

“E nosso sábio Pai do céu também sabe quando vamos precisar das coisas. Não corra à frente dele, Corrie. Quando chegar a hora da morte de algum de nós, você irá procurar dentro de seus coração e encontrará  a força que precisar. No momento certo”.


No filme “O Refúgio Secreto” (tem no youtube), Corrie narra o episódio de sua saída do campo de concentração, contando que mais tarde ela soube que sua soltura havia sido um erro burocrático e todas as prisioneiras de sua idade no campo foram todas mortas uma semana após sua libertação.

“É preciso contar às pessoas que aprendemos aqui. Temos que dizer que não há poço tão fundo, que o amor Dele, ainda mais profundo, não consiga alcançar. Elas vão nos ouvir, Corrie, porque estivemos aqui”.

“Apenas o céu revelará o lado direito da tapeçaria de Deus”.

Ten Boom foi homenageada pelo Estado de Israel pelo seu trabalho em auxílio ao povo judeu. Ela foi convidada a plantar uma árvore na Alameda dos Justos, em Yad Vashem, próximo a Jerusalém. Em dezembro de 1967, Ten Boom foi honrada com a inclusão de seu nome nos “Justos entre as Nações” pelo Estado de Israel.

Em 2007, seu pai e sua irmã Elisabeth receberam a mesma honraria.

Ten Boom foi homenageada pela Rainha da Holanda em reconhecimento ao seu trabalho durante a guerra e um museu em homenagem a ela e sua família foi criado na cidade de Haarlem.

Tanto Corrie quanto sua família, principalmente sua irmão Betsie são um exemplo de fé cristã.

Por esses e outros motivos, é difícil transmitir o tanto que esse texto tocou minha mente e meu coração. 

Grifei diversas citações dela e de sua irmão Betsie - que me causou mais admiração ainda - e com certeza vou levar essas observações para a vida! 

“O círculo de algodão azul me dizia que quando estamos nos sentindo mais pobres, quando perdemos um amigo, quando um sonho é desfeito, quando aparentemente nada no mundo resta para deixar a vida bela, é que Deus fala: Você é mais rico do que imagina”

 “O que alimenta a alma é tão importante quanto o que alimenta o corpo”.

Na atual situação que vivemos, com tantas incertezas que falta de compaixão e amor ao próximo, é um livro que definitivamente merece ser lido e relido para "levarmos à mente o que nos dá esperança".

“Não há ses no tempo de Deus – eu podia escutar sua voz dizendo isso. Teu tempo é perfeito. Tua vontade é nosso refúgio secreto. Senhor Jesus, mantém-me de acordo com a Tua Vontade e não me deixes enlouquecer fazendo conjecturas fora dela”.



segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

25 de janeiro

Oi, tudo bem?

Chegando no 25º dia desse ano que se diz 2021 mas com cara de 2020. Alguém aí de saco cheio da humanidade? Gente, eu achava que ia ficar com mais empatia e mais amor ao próximo depois de passar por tudo isso, mas percebi que estou com mais ranço de gente do que nunca.

25º dia do ano. O que fiz até agora? Vivi, sai um pouco para não surtar (e gastei vários álcoois-géis para sobreviver), já li 2 livros e ainda estou trabalhando.

A nossa virada do ano foi a mais inusitada da vida: ficamos eu e o garoto no quarto esperando dar meia noite, demos o extrato de maracujá para Neguinha e... nem um rojão! Nem unzinho sequer! Nem parecia virada de ano: não tinha queima de fogos na tv, não tinha barulheira do vizinho, nada. Só silêncio.

Não tivemos almoço de início de ano porque mammy estava com labirintite que passou depois da consulta no médico que fez umas manobras para colocar os cristais do labirinto no lugar.

No 2º dia do ano, colocamos Bolinha para pegar estrada. Fomos até Ribeirão Preto para conhecer uma nova loja de aquarismo que o garoto queria ver e depois fomos no Ribeirão Shopping: tudo devidamente seguindo os rigorosos padrões de higiene, saúde e segurança da APEB (siglas do meu nome kkk): só tirei a máscara para almoçar, desinfetei pratos, talheres, copos, mesas e tudo que tocamos. As mãos ficaram ensebadas de tanto álcool gel. Pude voltar no Starbucks e confesso que nem lembrava como fazer o pedido depois de quase 1 ano de distância. Na livraria, lógico comprei 2: Adultos e O Tratador do Zoológico de Mossul.

Voltamos a vida “normal”, que significa trabalho com muitos desafios pela frente. E, claro, que o covid tinha que atrapalhar. A galera pegou pesado no final do ano e agora estamos com a conta de hospitais lotados e falta de tudo: medicamento, oxigênio, leitos, esperança. Aqui na minha cidade, regredimos para a fase mais crítica (vermelha) que tem mais cara de rosa bebê: tem o decreto super rigoroso que manda fechar tudo, mas todos dão “um jeitinho” de funcionar de alguma forma. E assim o Brasil segue.

Por isso, meu ranço tem crescido.

Fiquei sabendo que uma família próxima muito querida minha passou por maus bocados no final do ano com os pais doentes, irmãos doentes e outros suspeitos e me senti mais ainda isolada do mundo por ficar sabendo disso só depois, sem ter tido a chance de poder ajudar de alguma forma.

Quanto à minha lista de filmes e séries, já foram alguns para conta:

Lupin - Assane Diop (Omar Sy) é um homem que viu seu pai ser acusado injustamente de um crime. Agora, ele está em busca de vingança e, para isso, se inspira em Arsène Lupin, o famoso “ladrão de casaca” da literatura francesa. Para quem gostou de Intocáveis e Chocolate, mais um filme com esse ator incrível

Wandavision: nada é o que parece! Wanda e Visão estão casados, levando uma vida pacata em um subúrbio tipicamente americano com várias referências à sitcons clássicas. Mas... nada é o que parece e, a cada episódio, o plot da história fica mais sinistro... e interessante!

Mulher Maravilha 84 : Deus me livre! Que filme chato! Que história sem pé nem cabeça... um desperdício de tempo.

Acquaman:  mais um da galera DC que achamos em uma videolocadora (sim, isso ainda existe na minha cidade) e que é entretenimento puro para quem não quer pensar e só quer passar o tempo.

Os livros lidos até agora:

Operação Nínive: uma releitura do livro bíblico de Jonas à luz do problemas de hoje como terrorismo, guerras e racismo. Livro curto que vale a sentada para ler.

Espelho, Espelho Meu... Agora O Espelho É Deus: livro curto escrito para garotas adolescentes com “dicas” de como se comportar de acordo com a vontade de Deus. Confesso que alguns capítulos deram sono, tamanho foi o machismo do texto. Mas vale a leitura e, como bem disse o apóstolo Paulo, “ouvi de tudo e retém o que é bom”’.

Seguimos na vida de sempre, orando para permanecermos bem até virar jacaré -  entendedores entenderão.
 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Retro 2020 - parte II

 Olá, tudo bem?

Seguindo à retrospectiva tradicional do final do ano (que parece que nunca acaba ou que passou rápido demais), vamos à nossa segunda metade de 2020:

Julho

Melhor mês do ano pra mim! Mês que saí de suspensão de contrato e fiquei 30 dias em casa, sendo sustentada pelo governo. Coloquei minha saúde em dia, minhas séries em dia e não senti falta do trabalho em momento nenhum (para quem me conhece, sabe que isso é um milagre!).

O mês não foi bom para os meus pais que começaram a perder pessoas próximas para covid: uma ex-aluna de mammy, um amigo em comum dos dois, a filha de uma amiga de mammy... tenso. Também tive uma pessoa próxima do trabalho confirmada, mas ela se recuperou bem graças a Deus.

Foi o mês que abandonei geral os telerjornais e portais de notícias para me isolar literalmente das pessoas e do coronavírus – por isso, foi o melhor mês do ano.

Agosto

Mês de desgosto? Mês do cachorro louco? Mês que voltei ao trabalho (ainda bem que tinha trabalho para voltar) e descobri coisas que não queria sobre o meu trabalho (mas que fazem parte do meu crescimento como pessoa esse ano.

Mês que tirei uma semana de férias que não fiz nada porque choveu todos os dias.

Mês que participamos de um cultocar.

Setembro

Mês que passou apático e sem coisas grandes – até por isso, tem uma postagem só no blog.

Talvez a única coisa diferente que aconteceu foi o meu batismo nas águas – nem fiz post aqui.

Vamos à explicação: nascida e criada no catolicismo até os 10 anos, tive meu batismo na Igreja Católica quando era bebê, depois tive um batismo por aspersão na Igreja Presbiteriana quando meus pais se converteram e agora tive um batismo por imersão na igreja que estou indo com o garoto. Sinceramente, não sei para quê tanto batismo (vejam esse vídeo sobre as explicações dos tipos de batismos bíblicos para entender tudo isso, se quiser).

A experiência foi interessante porque estava chovendo e o batismo foi feito na beira do rio Tietê no interior – que é onde a água é mais limpa – e o pastor falou muito bonito antes de me “afogar” na água. Mas sobrevivi para contar!

Outubro

Único coisa legal foi a troca do Toddynho pro Bolinha no dia 26.

Novembro

Senhor, que mês foi esse? Mammy doente, garoto doente, eu de férias sem poder fazer nada a não ser correr atrás dos médicos, exames, consultas. Ufa.... ainda bem que passou!

Dezembro

E dezembro?

Ainda não processei o mês.

Consegui fazer meu home office.

Retomei o blog.

E espero ansiosamente pelo final desse ano.

Feliz 2021 para todos, com muita saúde e salvação em Cristo. Que o corona vai embora e que possamos ter mais amor ao próximo.

Com certeza, para 2020, não dá pra cantar “se chorei ou se sorri...” porque nem tivemos Robertão no final do ano.