Alguém pode me responder?
Por que será que o ser humano é um bicho tão estranho? A gente vive tendo altos e baixos, cada hora queremos uma coisa diferente e quase nunca conseguimos entender a vontade de Deus pra nossas vidas. Falo por experiência própria e até vou explicar o porquê. Ultimamente, nem eu tô me aguentando; queria férias de mim ou, como diz uma comunidade do orkut, “pára o mundo que eu quero descer”. Minha vida tá estranha, sei lá...não tá ruim, não...bem longe disso. Meu trabalho tá indo muito bem, obrigada, apesar dos arranca-rabos clássicos por causa da questão salarial...essa semana, tivemos outro estresse básico porque o trabalho da consultoria de recursos humanos (que está tratando, entre outras coisas, de reajuste salarial e plano de cargos e salários) deveria ser concluído na segunda e não foi: daí, ficou todo mundo com aquela tromba básica porque esperávamos uma super notícia boa na terça e não recebemos nada....humfff...De qualquer maneira, vou levando minha vidinha tranquila de secretária-assistente-financeiro-telefonista-recepcionista-faz-tudo do escritório..rsrs.
Ás vezes, tem até rolado uma paquera no escritório com a pecinha do Alexandre, que o pessoal insiste em empurrar pra mim (o carinha não é feio, mas não faz meu tipo mesmo), ou o Orelhinha (ele é bem bonitinho, mas totalmente diferente de mim e ainda traz uma bagagenzinha extra: um pequeno filhote de um ano e pouco...humfff). Na semana passada, eu fui com a Ná num barzinho legal q tenha aqui e rolaram altos micos por causa dessa história de querer me desencalhar. Primeiro, porque o barzinho tava super vazio quando chegamos...quase dei meia volta e vim embora. Segundo, porque inventei de tomar cuba pra me soltar mais e quase morri dentro da pista do bar (tenho uma tolerância ao alcool baixíssima e, definitivamente, não posso beber nada). Terceiro, porque além de não arranjar ninguém, tive que encontrar o meu bonitinho-de-turismo (paquera nº 03) bem na hora que eu até indo embora (detalhe: ele estava chegando). Foi ótimo encontrá-lo, mas uma pena que só naquela hora porque eu tinha que ir embora mesmo. No dia seguinte, em pleno sábado de chuva, o chefe quis que eu fosse com ele acertar a contabilidade do escritório. Eu tava zonza por causa do efeito da cuba da noite anterior e não tava nem conseguindo somar 2+2...imagine se tivesse enchido a cara mesmo.
Esses dias, eu tenho andado meio estranha devido a aproximação da data que eu mais detesto no ano: 12 de junho. Há 24 anos que eu passo essa data sozinha, chupando dedo e vendo todo mundo feliz com seu amor e eu sem ninguém. Tudo bem que eu também não facilito muito, mas acho que já está me incomodando demais o título de “solteira-independente” da turma. Fui na casa da Jú essa semana porque era aniversário dela e tive que ficar aguentando ela e a Tina falando sobre como elas poderiam conseguir um amor pra mim...humfff.
Além disso, saí ontem com a meninas do escritório e a noite tinha tudo pra ser perfeita: encontrei antigas amigas do colégio, tão encalhadas quanto eu; encontrei um carinha lindo do colégio que vivia me esnobando e que tá feio que dói (o tempo não costuma ser generoso pra todos); tomei um banho de chopp da taça de um amigo nosso que estourou bem perto de mim...rsrs. Mas, não sei. Nada tava bom suficiente. Alguma coisa tava faltando. E até agora, eu não sei o que é.
Pagamos micão hoje porque fomos na loja que fará os novos uniformes e....estava fechada. Caminhadas longas a parte, aproveitamos para passear no centro e paquerar (vi meu paquerinha que passou de carro na frente da lanchonete que a gente tava e, mesmo assim, me viu e me cumprimentou...que fofo!). Saí a noite com mammy pra jantar e vou descansar o resto do fim de semana.

Nenhum comentário:
Postar um comentário