E tanta coisa aconteceu.
Aconteceu mesmo. Foram tantas coisas que aconteceram neste mês de abril que estou precisando organizar a mente e tentar redescobrir quem eu sou porque sinto que mudei demais nos últimos trinta dias. Desde nossa última conversa, rolaram muitas coisas. O feriado de 21 de abril foi ótimo porque fui visitar minha amiga Juliana com a Martina e a gente colocou o papo de gler em dia. Tão em dia que as duas tentaram me arranjar pretendentes e descobrir o motivo de eu ainda estar zero km com 24 anos...vai saber Deus, né?! Ficamos um bom tempo lá, conversando e trocando figurinhas e a Tina inventou de irmos comer na Choperia às onze da noite...coisas de gler!
Também foi ótimo a ida a Shed porque eu amo sair à noite, apesar das poucas oportunidades, e também adoro barzinho. Mas confesso que alguns comentários da Tina e da Jú (como o fato de eu não dar muita bola para os meninos, não sair com tanta frequência e não estar sempre produzida como se fosse para um desfile) me fez me sentir meio desconfortável e querendo voltar pra casa o mais rápido possível. Na verdade, tô me sentindo assim desde aquele bendito desfile que eu fui com elas e não estava vestida “apropriadamente” para a ocasião. Acabei passando o resto do final de semana enfiada em casa, assistindo tv e colocando os estudos pro vestibular em dia.
A última semana do mês foi completamente estressante e inusitada. O clima no trabalho ficou meio estranho porque parece que a história de colocar ordem-no-galinheiro vai realmente sair do papel e, finalmente, teremos um local de trabalho com cargos e salários previamente definidos como se um mundo mais justo visumblasse o nosso futuro. Coisa que só acredito vendo, né?! Bom, acabei me estressando com meu fofinho que ficou usando meu micro um dia todo pra nem fazer o serviço que pedi pra ele; estressei com meu chefe que disse que ia ter de que ir de motorista pra São Paulo só porque eu tinha um treinamento e não sabia me virar lá; estressei com mammy que queria que eu desistisse da viagem por causa do meu estresse e, por fim, estressei comigo mesma porque tava de tpm e não tava me aguentando mais.
A viagem pra Sampa foi um caso a parte. Fui brava quase o caminho todo e, graças a Deus, meu chefe não percebeu (eu acho); chegando lá, a situação pirou porque o possante dele resolveu ferver em plena Marginal Pinheiros e eu fiquei na rua da amargura, abandonada sozinha num táxi desconhecido para ir na FIESP, sem meu santo chefinho por perto. O treinamento foi ótimo e eu até ajudei os meninos na monitoria das tias que estavam lá; a volta pro hotel foi estranha porque tive que me virar com o táxi e eu nem sabia direito como chegar no hotel (ainda bem que cheguei inteira, graças a Deus). E, depois de passar nervoso porque eu ia ter que voltar de busão (e eu passo mal em busão e tinha pedido pro meu chefe pra ficar na sexta e voltar com ele no sábado – ele tinha curso só na sexta e meu compromisso era só na quinta, por isso ele tava bravo de ir de motorista pra Sampa na quinta – mas ele disse que eu não podia ficar na sexta), meu chefe acabou decidindo que eu deveria ficar na sexta e voltar com ele no sábado porque a correria do carro nos impediu de ir comprar passagem e, como era véspera de feriado, a probabilidade do passeio até a Barra Funda dar na água era grande. Só sei que tive cinco minutos na sexta feira e arrisquei um passeio sozinha pelo metrópole. Foi um passeio curto – táxi até o Shopping Paulista, passeio a pé até a Galeria Trianon e volta a pé pro hotel – mas foi uma verdadeira aventura e uma verdadeira vitória e declaração de independência pra mim.
Voltei no sábado pra encarar um balada à noite com a Ná. A primeira da minha vida. Foi ótima e tava tudo perfeito, tirando o fato de parecer que os homens correm de mim e se jogam pra Nátalia: 3 chegaram nela e nenhum olhou pra mim. Parecia que eu tava andando com dois seguranças de 2x2 por perto. Mas foi ótimo rever o Cris e encontrar alguns amigos por lá.
Depois de tudo isso, tô tentando me entender e descobrir o que eu quero ser. E eu que pensei que essa dúvida sumisse aos dezoitos anos.
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